O astro mundial Justin Bieber apresenta o seu sétimo álbum “Swag”.
O novo projeto apresenta 21 canções produzidas pelo próprio Justin juntamente à Carter Lang, Dylan Wiggins, Daniel Caesar, Dijon, mk.gee, Daniel Chetrit, Eddie Benjamin, Knox Fortune e outros. Inspirada por sua devoção como marido e pai, esta nova era musical traz uma perspectiva mais profunda e um som mais reflexivo, resultando em algumas das músicas mais pessoais do astro canadense até agora, que refletem até mesmo sobre saúde mental e religiosidade.

As faixas do disco chegam com uma pegada lo-fi (abreviação de “low-fidelity” [baixa fidelidade]), ou seja, uma sonoridade marcada por imperfeições intencionais na gravação, com produção menos agressiva, mais delicada e minimalista, que de proposito parece caseira.
Primeiro destaque do álbum, vai para a música “Too Long”, que mistura Soul e R&B refletindo toda a maturidade musical do artista, ao fugir do óbvio e com backing vocals envolventes, que dão um toque todo especial para a canção.
Com um toque surpreendente de elementos eletrônicos, “First Place” é cheia de sintetizadores, e ainda traz algo raro, a utilização de auto-tune na voz, sem trazer incômodo ao ouvir, até mesmo por ser um elemento proposital, que visa entrar em harmonia com o arranjo. Já “Yukan”, tem uma levada gostosa e envolvente, onde Bieber mostra todo seu talento em de forma impecável, entregar vocais mais agudos.

Trazendo participações especiais de Cash Cobain e Eddie Benjamim, “Swag”, que dá título ao álbum, apesar de ser uma música swingada, apresenta um arranjo bem repetitivo, que pode ser considerado chato por alguns, além de parecer (pelo menos para quem vos escreve) sem emoção.
Uma das melhores faixas do álbum é “Devotion”, com participação do rapper Dijon. Misturando Soul e R&B com Rap, a canção apresenta um vocal leve e muito gostoso de ouvir e que passa muita emoção. Também uma das melhores, é “Walking Away”, que apresenta belas modulações e belos melismas entoados pelo astro pop.
Uma grata surpresa é a faixa “Daises”, bastante solar, deliciosa e que tem a presença marcante do baixo em seu arranjo, que é todo dinâmico e que vai crescendo ao longo da canção. E para finalizar o álbum, “Sweet Spot” foi uma ótima escolha. Com participação de Sexyy Red, a música é moderna, mistura R&B com Rap e com certeza vai grudar na sua cabeça. Uma faixa bastante madura e que consagra toda a expertise artística de Justin.

O novo álbum de Justin Bieber é ousado. O cantor experimentou novas sonoridades, não teve medo de se arriscar e soube muito bem trazer elementos pouco explorados antes, em sua carreira. Uma amostra da versatilidade dele.
O ponto negativo é que é um disco sonoramente repetitivo e que traz muitas faixas curtas, que servem de interlúdio e complemento para outras canções e que parecem desnecessárias na composição do álbum, podendo essas terem tido trechos simplesmente enxertados em outras canções. Um trabalho que está muito longe de ser um dos melhores do cantor, apesar de ser maduro e mostrar um Justin destemido.

Independente de qualquer coisa Justin Bieber está de parabéns de ter ousado ao sair de sua zona de conforto e mostrar que é um grande artista que evoluiu muito ao longo de sua carreira e que mais do que nunca sabe muito bem o que quer.
Além disso, é de se tirar o chapéu, o fato do artista dividir com todo o seu público reflexões e sentimentos tão pessoais e íntimos. Uma grande inspiração, para que todos possamos seguir em frente e enfrentarmos obstáculos de cabeça erguida e também aproveitarmos todas as coisas boas que nos acontecem.


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