Filipe Ret – Coletiva De Imprensa

Um dos maiores cantores do Rap atual, Felipe Ret, apresentou seu show comemorativo em São Paulo.

Sábado (14), foi o grande dia e Ret fez a alegria de todos, com seus grandes sucessos no espaço Unimed, em uma noite única e inesquecível. O artista começou com chave de ouro, uma série de shows que celebra seus 15 anos de carreira.

O show FR XV, levantou toda a plateia que enlouqueceu ao som de um dos melhores cantores de Rap que nosso país tem. Filipe mostrou todo o seu carisma e toda sua energia e foi coroado com todos os seus sucessos sendo cantados, com muita animação, por seus fãs. O cantor tem uma afinação impecável e suas letras tocam os corações de todos.

Alguns minutos antes de entrar no palco, Filipe Ret recebeu no backstage, a imprensa para uma entrevista coletiva. O Portal Me Gusta teve a felicidade e a honra de participar deste momento e agora conta a todos o que o artista contou:

Construção do Show:

“A gente se planejou muito até o DVD. Após o DVD, a gente continuou ensaiando, buscando, amadurecendo, lapidando esse show, que continua crescendo. Porque na estrada, cada show é um aprendizado para melhorar o próximo. Terminou o show, a gente já faz reuniões para ver o que tem para melhorar para o próximo, tá ligado? Esse show já é uma evolução do DVD e vai servir para o próximo projeto. Então, nesse show vamos tentar trazer o máximo de elementos e referências ao DVD, melhorado”.

O que é um amor livre? (Referência a hit de Ret):

“Amor livre é ter uma relação de verdade com a outra pessoa, com cumplicidade plena, com respeito pleno, cheia de atenção e seguir com liberdade. Acho que é o tipo de relação que todo mundo gostaria de ter, sem mentiras, sem hipocrisia, com diálogo e o mais respeitoso possível”.

Foto: André Rossanez

Filipe Ret pensa em um dia parar de cantar e ser apenas empresário?

“São 15 anos de carreira, a gente está começando. Você vê um monte de quadro de artistas fazendo 50 anos de carreira. Cantor canta até morrer, mano, tá ligado? Por isso que tem um monte de cara brasileiro com 50 anos de carreira. Gilberto Gil, com 60 anos, botando os filhos para cantar. Quando é uma coisa de verdade, que você entende que é de verdade e que é uma vocação na vida, você ganha energia e um propósito tão grande, que a sua energia fica infinita. Amo estar no palco, amo fazer show”. 50, 60 anos a gente pensa. Acho que cantar não para, entendeu? Sou empresário desde o início. Desde quando eu vendia disco na praça, eu já tinha essa mentalidade e isso vai impulsionar outros artistas e inspirar a não pararem de cantar”.

Quando começou, Ret imaginava que seria uma grande influência um dia?

“Já imaginava, claro. Sempre fui um artista que quis chegar no máximo do máximo.  Sempre sonhei e imaginei. Sonhei muito alto e continuo sonhando muito alto. É a única coisa que eu tenho para fazer, ter fé e continuar. Eu já sou um filho do Rap antigo. Carioca, da época de Marcinho, Sapão, do Catra. Sou filho desse Rap que chamavam de Funk, mas era Rap. Era um Rap melódico, com batidas de Rap cantadas, verso e refrão, tá ligado? Aprendi muito de Rap com esses caras e foi depois que eu fui conhecer o Rap mais falado, com Gabriel o Pensador, Planet Hemp, com os Racionais. O Ret é o primeiro da internet. Com o Ret, o negócio foi sendo popularizado. Acredito que fui uma influência enorme, tanto na questão da arte, como por ter sido muitos anos de circuitos nas favelas. Aumentei muito esse circuito de shows em comunidades, que hoje tem um monte de MC e faz um monte de MC girar. Foi muito de baixo para cima. Foi cada degrauzinho, realmente. Em cima de bancos de praça e depois em todas as favelas do Rio de Janeiro, abrindo espaço para depois pensar em como me popularizar. Tocando violão com minhas músicas e depois criar o tudo de bom sesions, que depois virou poesia acústica. A gente está na melhor fase que o Rap já viveu, de toda a história. Acredito que eu tenho uma influencia enorme na popularização. Os mais líricos estão querendo ter a mesma fama que os menos líricos. Quem quer ouvir um Rap muito mais rico e mais denso, tem. Se não ouve (Rap assim), é porque a pessoa não tá procurando”.

Foto: André Rossanez

Como manter uma carreira sólida:

“Você tem que ter humildade, para entender o que está acontecendo. Tem que ter muito amor e entender o que tá acontecendo, para assim assimilar o que está acontecendo e gostar do que está fazendo, se entregar e entregar amor à cena. O que a gente precisa é continuar e se dedicar também. A gente tem que fazer isso e ter continuidade. Na geração passada do Rock, a gente viu os caras subindo. E quando cresceram, era muito dinheiro e cada um foi para um lado. Depois vieram Restart e os coloridos e depois eles envelheceram e não vimos mais os coloridos. Então pode ser que a cena se repita. Então a gente tem que se manter atento para que os de baixo aprendam com o que estão a mais tempo. Esse meu canal no You Tube é como uma forma de educação, tá ligado? De mostrar que você pode levar essa correria, de forma séria e fazer ser maior, mais duradouro e com seriedade e perspectiva, a curto, médio e longo prazo. Pensar que 15 anos de carreira é muito pouco. Tem que pensar que sua meta é a vida toda e pensar em ficar muito velho e morrer com 100 anos, porque é assim que você ganha perspectiva. Se você perde essa perspectiva, você fica na mesma e não consegue direcionar sua carreira. Se você não acredita no futuro, perde a fé e se perder a fé vai ficar ali querendo a próxima música, achando que tem que gravar daquela forma e que aquela frase é aquela frase mesmo. A linha tem que ser maior, a gravação tem que ser a melhor, o estúdio tem que ser mais bonito. Tudo tem que ser maior e isso vai virar 30, 50, 90 anos, entendeu?”.

Foto: André Rossanez

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