Me Gusta Entrevista : Jonathan Costa

Entrevista e Texto por André Rossanez

O Portal Me Gusta teve a felicidade e o privilégio de entrevistar ao telefone o cantor, produtor, DJ e empresário Jonathan Costa, sim, o ‘Jonathan da nova geração’ que nos fez dançar muito em 2000.

Conversamos com o artista que comanda o “JonJon Baile” e está lançando seu mais novo single “Brisa Na Vibe”, ao lado de Os Hawaianos.

Saiba tudo o que conversamos na íntegra sobre carreira, música, projetos e o novo hit. Um bate papo muito bacana e inspirador.

Me Gusta: Aos sete anos você foi sucesso com o hit “Jonathan da Nova Geração”. Como foi para você tão novo já cantar e fazer sucesso?

Jonathan Costa: A minha conexão com a Música e com o Funk surgiu desde o meu nascimento. A bolsa da minha mãe estourou quando ela tava se apresentando num Baile Funk e saiu do baile direto para a maternidade. Então, fui acompanhando e fui me apaixonando e aos sete anos, quando comecei a cantar, era uma diversão e depois virou uma profissão. Hoje eu estudo para caramba música e me aprimoro cada vez mais dentro da minha área. E estou no Funk junto com meu baile levando essa minha outra característica. Durante muito tempo, as pessoas conheceram o Jonathan da Furacão 2000 como apresentador e empresário. Poucas pessoas tiveram acesso ao Jonathan da Nova Geração, que quando criança foi impedido de cantar, e tive que encontrar novos amores. E hoje nessa nova empreitada como DJ e produtor à frente do “JonJon Baile”, a galera tá tendo esse comeback de tudo isso que eles viveram, do pouco que eles puderam viver do Jonathan da Nova Geração e o que eles curtiram do Jonathan da Furacão 2000, com essa nova roupagem do “JonJon Baile” como DJ e produtor.

Me Gusta: Como você sente o fato do sucesso “Jonathan da Nova Geração,” ter sido marcante na vida de tanta gente, e ainda continuar sendo referência até hoje?

Jonathan: Pra mim é uma alegria gigantesca ter um hit atemporal. “Jonathan da Nova Geração” virou um hino da galera e isso é para mim gratificante demais. Fico muito feliz e desde “Jonathan da Nova Geração” até hoje, eu faço tudo com muito amor e tudo se torna real e aí todo mundo se identifica. Tenho 20 anos de carreira. Comecei com 6 anos quando gravei o meu primeiro hit, estourei com 7 e ano que vem tô completando 20 anos de carreira aos 26. É muito maneiro, muito legal.

Me Gusta: Como surgiu a música “Brisa Na Vibe” e a parceria com Os Hawaianos?

Jonathan: Eu e o Yuri, por conta da rotina de shows, a gente estava sem se falar e aí, um belo dia, com essa coisa de rede social nos falamos. E eu liguei para o Yuri e a gente começou a falar sobre várias coisas da vida . Porque assim, quando você tem uma amizade verdadeira, você pode às vezes passar anos sem falar, mas quando você volta a se falar, parece que vocês se falaram ontem. Daí, marquei para ele vir aqui em casa, onde tenho um home studio, e a gente começou a fazer uma análise de tudo que aconteceu, sobre tudo que a gente viveu no Funk e como o Funk está hoje e nessa, o Yuri me trouxe um trecho. Foi coisa de 3 dias, foi muita conexão, muita energia. Quando ouvi a música falei, ‘caraca, é isso’. A gente foi e escreveu a música, no segundo dia a música tava produzida e no terceiro dia, a gente já estruturou tudo. Então, foi uma parceria muito legal, onde a gente traz toda essa experiência de estrada que a gente já viveu e com a inovação dos dias atuais, com essa batida única e contagiante do Funk. A música é muito isso. E tem a coreografia com aquele bit, que não te deixa parado. Não é à toa que a música se chama “Brisa na Vibe”. É muito irado.

Me Gusta: Como foi gravar o clipe de “Brisa na Vibe”?

Jonathan: Sempre me dedico a tudo que faço 100%, mas essa música em especial me dediquei 1000%. Eu fiz o roteiro, dei pitaco na direção, montei o enquadramento e prestei atenção em tudo, para sair do jeitinho que eu acredito e transparecendo toda essa verdade, toda essa energia. Sem contar, cara, que tá muito legal, valeu muito a pena. Convido todo mundo a tá assistindo que a música e o clipe tão bem ‘da hora’. Tanto o diretor Ismael, como o Yuri e eu, a gente se entregou 1000% nesse projeto para fazer a diferença. Não tenho dúvida.

Me Gusta: Como surgiu lado DJ e produtor?

Jonathan: Como DJ sempre foi uma brincadeira, que fiz no meu lado pessoal, com os meus amigos. A galera que convivia comigo, as vezes num baile ou outro da Furacão, eu tocava. Era aquela coisa que começou como brincadeira. Aí a gente foi profissionalizando. Fiz um curso e comecei a estudar e fui me apaixonando, me apaixonando, até o momento que tirei meu projeto da gaveta, que foi o JonJon Baile e começou essa mistura de sucesso. No meu baile você encontra Funk, desde os mais antigos até os mais atuais. A gente faz realmente uma viagem do Funk, trazendo todos os sucessos a toda. Porque acredito que o sucesso não é só a novidade, mas é aquela música que quando toca a galera vai ao delírio.

Me Gusta: Como você vê o Funk atualmente?

Jonathan: Sempre vi o Funk como um dos maiores movimentos culturais do Brasil e também um dos maiores movimentos musicais do mundo. Hoje tá se tornando cada vez mais isso. A gente ainda sofre muito preconceito, mas já quebramos grandes barreiras e continuamos a evoluir. É uma música que quando toca já vem seu DNA, sua característica. Você ouve uma vez o Funk e nunca mais se esquece. Você pode as vezes, até não gostar, mas você dança, você curte, gosta da batida e se identifica com a letra. O Funk é isso. Ele é real e faz toda diferença no cenário musical e internacional, não é a toa que a gente vê grandes artistas mundiais se conectando, querendo aprender mais sobre o Funk e cantando.

Me Gusta: Como é o seu processo de composição?

Jonathan: Vai muito do estado de espírito. Tem vezes que acontece quando tô no sofá, às vezes quando tô no estúdio. Tem vezes que é muito louco. Tô andando na rua ou andando de carro entre os shows e vem uma ideia na cabeça. Paro e começo a escrever no bloco de notas. A composição vem pra mim, flui de uma maneira que é verdadeira, então tenho que estar me expressando. Então depende muito do estado de espírito na hora. As vezes, ja cheguei da balada com amigos e canetei uma parada, compus alguma coisa ou comecei a fazer um beat que achei legal ou ouvi na balada, encrementei alguma coisa. Eu acredito que pra mim, Jonathan, toda vez que crio uma parada, tenho que estar bem empolgado. Então vem do estado de espírito. Eu não tenho uma regra. Tem gente que tem uma regra de ‘Ah eu só consigo compor sentado em casa”, já eu não. Vem e quando vem tenho que parar para anotar tudo se não esqueço.

Me Gusta: Como é sua relação com os fãs?

Jonathan: A relação com meus fãs é ótima. Eu tento responder todos eles, o tempo todo. São minha família, essa é a realidade, porque eles, muitos me acompanham desde pequenos e outros estão chegando agora com o JonJon Baile e vendo como funciona, a galera mais jovem. É uma conexão com as pessoas, então é muito legal. Eu, por exemplo, nas redes sociais, eu mesmo respondo todos os comentários. Os directa, não consigo responder tudo, então preciso de ajuda, porque é muita gente. Mas os comentários eu paro pelo menos uma vez ao dia pra responder uma a uma. É muito legal. Você responde a pessoa, depois você encontra ela no show, ela te encontra no show e você encontra ela nas redes sociais. Então tenho essa conexão. Gosto de estar bem próximo do meu público.

Me Gusta: Dentro do que você puder adiantar, quais são os próximos passos?

Jonathan: Os próximos passos são músicas. Muitas músicas e gente nova. Porque é isso que tá faltando no cenário, a gente abrir portas pra essa galera da nova geração. Tem muita gente que vai chegar para vir um som novo, um som diferente Depois da Furacão 2000, muitas portas se fecharam pra mim, e eu prometi que daquele dia em diante, eu seria a chave para todas as pessoas que tiveram uma vez na vida uma porta fechada, ou que por algum motivo tivesse desistido de levar sua arte pra frente. Eu ia cultivar e trazer essa galera para dentro do game, dentro do jogo, produzindo uma música, escrevendo algo junto e dando aquela oportunidade pra galera botar a cara e mostrar o que sabe fazer.

Me Gusta: O que você diria pra quem está começando na carreira?

Jonathan: Cara, ame o que você faz e não desista. É o mais importante. Você tem que ter amor e tem que ter muita persistência. Na vida nada é fácil, na carreira artística também, mas a gente tem que persistir, acreditar e ter humildade e aprender com cada erro e ter também a certeza do que você tá fazendo, pra não se perder. Porque tem muita gente que se perde na estrada e com todas as ilusões. É saber quem você é e onde quer chegar. Então para te manter de pé é o amor. Você tem que ter amor pelo que você faz, porque chega uma hora que não é sobre ter dinheiro e quem ganha mais e quem ganha menos, é sobre o que você ama estar fazendo.