Tiê – Lançamento de “DiX”

Texto e entrevista por André Rossanez

Sexta, dia 6, a cantora Tiê lançou o seu novo trabalho, “DiX”, ao vivo em comemoração aos seus 10 anos de carreira.

E para o lançamento, Tiê recebeu em São Paulo, no Mira (antigo Mirante 9 de Julho) seus fãs, sua equipe e a imprensa para um lindo pocket show.

Antes da apresentação, rolou a discotecagem incrível do DJ Forninho, que animou muito a galera. Também, a artista conversou com a imprensa, inclusive com o Portal Me Gusta.

Foto: Rogério Von Kruger

Saiba tudo o que conversamos na íntegra, sobre os 10 anos de carreira, música, fãs e “DiX”. E em seguida saiba como foi o pocket show.

Portal Me Gusta: Como foi feita a escolha de repertório para comemorar os dez anos de carreira com “DiX”?

Tiê: Foi difícil. Na verdade foi um trabalho em conjunto. Tem algumas músicas que eu não abro mão, o produtor a mesma coisa, a banda a mesma coisa e a gravadora também, então todo mundo palpitou. Teve música que eu pus mas eu não queria fazer, mas o produtor quis muito. Eu gosto de trabalhar assim. Eu faço até sem gostar também, porque quando eu chamo as pessoas para trabalhar tem um porque. Então às vezes é isso, o produtor cismou com uma música que eu não queria, ele queria, eu disse ‘tá bom’ e eu fiz feliz e deu certo. Tem vários fãs que acabam falando ‘nossa adorei que você regravou essa’, então o produtor estava certa também. A gente tem que confiar.

Me Gusta: Como surgiram as participações de Rael e Cynthia Cruz?

Tiê: O Rael, é uma música inédita que a gente pensou nele e eu dei total abertura, pra ele fazer a letra que ele quisesse na parte dele. Foi bem de improviso. A gente teve a chance de ensaiar uma vez e depois já veio o dia da gravação, e ele foi super bem. A Cynthia, eu já não a conhecia, e a música tem isso, tem esses encontros que sempre são bem-vindos. Claro, que nem sempre dão certo, mas muitas vezes dão certo e são bons por isso, porque você não espera nada e de repente vão super bem. E a Cynthia, na hora que a gente fez essa versão, que foi através do Reggae, eu pensei bem nela e eu gostei de ter a Cynthia, porque ela é bem outra bolha e poder misturar é muito importante.

Me Gusta: Como é seu processo de composição?

Tiê: Depende. Eu funciono bem sob pressão quando tenho que entregar alguma coisa. Eu funciono bem de encomenda, muitas vezes tem encomendas como a que Belmonte fez para a série ‘Carcereiros’ da Globo e funciono bem também quando tô triste ou quando eu tô com um sentimento forte e sai uma canção. Mas eu não sou uma pessoa de muitas canções, porque é isso também, como elas são histórias minhas e bem verdadeiras, não tem essa variedade. Tem bem aquilo e eu gosto também, porque o que eu tenho eu uso, uma outra que acaba ficando de fora. Mas no geral tudo é usado.

Eu com Tiê após a entrevista

Me Gusta: Como é sua relação com o seu público?

Tiê: É maravilhosa. Tem vários aqui que são meus amigos, que eu tenho no WhatsApp, falo com eles, levo eles para passear e vão lá em casa e eu vi eles descendo. Tem o Lincon, por exemplo, e agora faz musical, que canta e esses dias ele postou uma foto de quando a gente se conheceu, e ele era uma criança. Então é muito bom, porque 10 anos, querendo ou não, eles também vamos crescendo e isso é muito legal.

Me Gusta: Qual a melhor parte da carreira de cantora?

Tiê: É isso, poder ouvir das pessoas que elas se emocionam, ou que elas melhoraram de uma depressão, ou que eu ajudei ela a passar por uma fase. Acho que isso é o que mais vale. A gente fala em sucesso e o que quer dizer. Muitas pessoas me falam ‘as suas de sucesso’, sei lá. ‘A Noite’ é uma música. Mas, ‘Chá Verde’, é uma música de menos sucesso, mas que salvou pessoas da depressão, então para mim é uma música de mais sucesso. Então o que mais vale é isso, é o que fica. O que fica mesmo são esses laços e poder transformar, querendo ou não, um pouquinho a vida as pessoas.

Me Gusta: Como você está vendo a repercussão do novo trabalho?

Tiê: Acho que tá indo bem. A gente lançou ‘DiX’ hoje e lançou a música ‘Nao Sei’ faz duas semanas. Claro que o Brasil tá passando por um momento tão crítico, e que cada dia a gente tem uma bomba, uma notícia ruim. Então a gente fica até meio que culpada, de celebrar as coisas. As vezes você fala ‘como vou celebrar, se tá acontecendo isso e aquilo?’, mas acho que a gente tem também que seguir vivendo. Acho que as pessoas tão gostando. Eu não faço disco pra que ninguém goste, faço pra que eu goste, porque acho que aí, naturalmente alguém vai gostar. Não dá pra fazer esperando que um formador de opinião vai gostar, que o público vai gostar. Faço o meu melhor e entrego.

Me Gusta: Nesses 10 anos, qual a maior evolução que você enxerga em você como cantora?

Tiê: Acho que eu tô cantando melhor. Principalmente esse ano, eu estudei muito. Então vejo que estou cantando melhor. Mas tirando isso, acho que como pessoa eu evoluí em vários aspectos e outros não. Por exemplo, eu sou mais estressada, mais cansada e mas sem paciência do que antes, mas também tô mais velha e não tem problema.

Convite do lançamento

Me Gusta: O que você diria para quem tá começando na carreira?

Tiê: Quando comecei me perguntaram ‘você quer cantar pra que?’, ‘o que você tem pra falar?’. Porque cantar por cantar tem tanta cantora. Eu diria, não só para uma cantora, mas pra qualquer pessoa, que se você quer um negócio bem feito, quem tem que fazer é você. E tem que estar no fundo do seu coração e ser verdadeiro. Porque não adianta fazer um estilo de música e que vai fazer sucesso, se não for o seu. Então olhe para você mesmo, tenha coragem e faça.

Simplesmente emocionante e lindo. Foi assim o pocket show de Tiê. O público cantou junto dela as canções e se emocionou muito, teve até lágrimas.

A cantora abriu a apresentação com “Minimo Maravilhoso”, uma canção tão gostosa e que emocionou a cantora com o carinho de todos que cantaram junto.

“Sem Tempo” é uma canção inédita e os fãs ali presente já sabiam a letra. Foi um momento lindo. Tiê não conseguiu conter as lágrimas com a emoção que essa música tão sensível causa e com o coro lindo do público. Foum dia momentos mais emocionantes da noite.

Também não ficaram de fora os sucessos “Quem Sabe De Mim Sou Eu”, a tão querida pelo público “Te Valorizo” e a emblemática “Amuleto”.

Outro momento lindo, foi com a canção “A Noite”, um dos maiores sucessos da carreira de Tiê, e que toca muito o coração de tanta gente, inclusive de quem vos escreve. Enquanto cantava, Tiê andou no meio de seu público, que a acompanhou na cantoria. Foi lindo e muito emocionante, uma conexão ventre cabra e fãs, que não tem explicação, apenas se sente.

Para finalizar, Tiê atendeu ao pedido do público e cantou “Botas”. Mais um momento único e que ficará para sempre na memória e no coração de todo mundo.

Capa de “DiX” – com arte de Rita Wainer

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