Por André Rossanez
O Portal Me Gusta teve o prazer e a oportunidade de estar na sede da Universal Music em São Paulo nesta Quarta, dia 17, para coletiva de imprensa do lançamento de “Bagunça Minha Vida”, o novo EP da dupla George Henrique e Rodrigo.
Os irmãos falaram sobre o novo trabalho e a sua arte. Após receberem a imprensa, fãs e amigos também chegaram para um churrasco com direito a chopp e depois um pocket show com as novas canções e que foi transmitido pelo Facebook.
A Coletiva
Como sempre muito simpáticos e brincalhões, George Henrique e Rodrigo nos receberam e era visível emoção deles em apresentar o novo trabalho.
Primeiramente eles agradeceram o apoio da Universal Music e do escritório Workshow. Questionados sobre as redes sociais e a exposição deles através delas, os dois contaram que hoje estão mais à vontade e tentam através das redes, serem eles mesmos gostar e não só o trabalho mas também um pouquinho de suas vidas.
O novo EP ganhou o nome de uma das músicas, “Bagunça Minha Vida”e eles explicaram porque escolheram esse título. Segundo George Henrique, “Neste DVD, a gente quis diferenciar bastante as músicas Então, a música “Bagunça Minha Vida” de todas tem um ritmo que até hoje a gente não tinha gravado. O ritmo da música é um ritmo dançante que a gente não tinha feito. A gente fez vaneira, até Reggae a gente já fez. Mas esse ritmo, que eu não sei falar qual é, não sei se é uma bachata animada ou um Reggaeton, é algo que a gente não tinha gravado. A gente gosta tanto, que vale a pena ela puxar o DVD para mostrar que a gente vem mais moderninho”.

Sobre a escolha de repertório e a diferença que o trabalho tem do anterior, a dupla garante que a diferença é apenas os ritmos que usaram. Mas é a mesma mensagem de amor que já fizeram. o que realmente mudou é que é uma música mais animada e não tão parada ao falar de amor e experiências que as pessoas vivem neste sentido.
Jorge Henrique aproveitou para falar da importância das letras. “A gente sempre teve um cuidado com as letras. A gente nunca gravou besteirol ou alguma coisa que denegrisse um lado ou outro, seja homem, seja mulher. A gente sempre teve um cuidado com as letras. Se chegasse para gente, a música podia ser linda, mas aí uma frasezinha com alguma porcariazinha, um palavrão, infelizmente a gente não consegue gravar”.
Para eles assim como o sertanejo vem se modernizando, isso também acontece com o trabalho deles
Foi perguntado se a era digital da música atual mexia na questão de dinheiro ganho pelos artistas. Os sertanejos contaram que mais do que nunca, o que mais lucra é a bilheteria e não as vendagens de álbuns físicos. Porém é um lucro menor do que antigamente. Assim não faz tanta diferença atualmente.
Para eles a música digital é interessante, pois no CD tem uma obrigação de se ouvir todas as músicas, a não ser que se pule faixa e que assim é mais fácil a pessoa selecionar o que quer ouvir e o que mais gosta. Muitas vezes gravar muitas músicas acaba até sendo besteira.
A dupla também falou sobre os compositores de músicas que eles gravaram. está havendo uma tendência da composição ser feita por várias pessoas juntas e isso é bacana porque tem mais pessoas para pensar e agiliza o processo de composição. Sozinho é mais demorado para compor.
Os dois recebem muitas músicas e e vêm esses compositores como parceiros de sucesso e de jornada. Para dar uma música à alguém, o compositor tem que acreditar muito na artista, ainda mais no caso daquele que está começando.

Eu quis saber como Eles chegaram na ideia de fazer um EP onde cada música ganhou um clipe. Rodrigo contou o que é como se fosse um DVD, porém menor. Segundo ele, “A gente já gravou alguns DVDs e é um trabalho muito exaustivo e a gente é bem enjoado para música. Então a gente escuta milhares e milhares de músicas, para escolher poucas e pra ir terminando. Então, a gente tinha aquele trabalho e pegava amor nas 14, 15 músicas e só se via 2 serem trabalhadas ou 3. E outras pessoas vinham falando ‘aquela música era boa demais’ e aí eu falava ‘também acho mas já passou, no mercado é tudo muito rápido’. Muita gente vai lançando, lançando e lançando e ficam só aquelas 3, 4 e olhe lá”.
O cantor completa “Então é isso que a gente prefere fazer. 6 e depois gravar mais 6, que aí a gente tem maior aproveitamento”.
Diferente dos trabalhos anteriores, não há participações especiais. O motivo é simples. Isso aconteceu porque o último lançamento foi uma parceria com Zé Neto e Cristiano e também com a intenção de chamar mais atenção para o que os dois fazem.
Para eles, participações deixaram de ser uma novidade. Eu não chamar ninguém é uma maneira de dar um tempo com esse formato e quando for a hora certa voltar a fazer isso. Inclusive eles ainda tem muitas participações para fazer, como por exemplo Gusttavo Lima.
Muitos artistas do meio sertanejo falam que fazer a segunda voz é mais difícil e eu perguntei para eles como é essa questão. Rodrigo me disse “Fica parecendo feio se eu falar que não acho tão difícil, mas não é. Na verdade a gente tem uns amigos que cantam e eles e eu costumamos falar que a gente escutava as músicas antigas que davam para escutar bem a segunda voz, tipo Chitãozinho e Xororó e até moda de viola mesmo. Você escuta bem a segunda e aí você vai começar a aprender como é fazer a segunda”.

Capa do EP “Bagunça Minha Vida”
O cantor completa “Você tá aqui ouvindo, tipo uma nada a ver, uma música em inglês da Mariah Carey e você faz a segunda voz sozinho brincando. Então eu acho que eu tô acostumado. Tem algumas coisinhas diferentes para fazer, mas se você se acostuma é até legal e vira um vício fazer a segunda voz”.
George Henrique também falou sobre “A primeira voz todo mundo escuta de cara. Qualquer som que você liga, você escuta e se conecta com a primeira voz que está ouvindo e a segunda fica no fundo. Realmente você tem que ouvir muito e tem que ter um bom ouvido para distinguir às vezes, a primeira e a segunda.as pessoas têm a mania de achar que a segunda voz vai estar mais baixa, mas não é. Vai fazer exatamente o que a primeira voz está fazendo, mas só diminuindo o volume”.
Também eu quis saber sobre o possível revezamento de quem faz a segunda voz. Rodrigo conta que isso é algo que pode fazer a dupla perder a identidade. O revezamento também pode dificultar a distinção de quem é quem.
Sobre os fãs, George Henrique disse que eles são o motivo da dupla estar aonde chegou. Os fãs são o motor e a engrenagem do trabalho deles. Eles são eternamente gratos a todos os fãs e ele espera que o trabalho deles possa agradar o seu público, através da alegria e da emoção transmitidas pelas músicas e suas vozes.
Pocket Show
George Henrique e Rodrigo, apresentaram com exclusividade as seis músicas do novo EP, com direito à transmissão via internet.
Eles começaram o pocket com a faixa “Bagunça Minha Vida”. É impressionante como essa música já está na ponta da língua de todos. A galera foi ao delírio e cantou junto, mostrando o que esse já é um grande sucesso. Depois até pediram ela mais uma vez.
Outras músicas que levantaram a galera, foram “Última Cerveja” e “Interiorzin”. A segunda lembra bastante as músicas sertanejas à moda antiga em seu ritmo e arranjo.
A emoção tomou conta com “Eu Queria Ser Você”. Uma música que com uma letra linda traz muita identificação a falar de alguém que não superou o fim de um relacionamento, diferente da outra parte que já está bem.
A tentativa de resgate de um grande amor também foi muito bem representada com “De Novo Nunca” e “Muda”, que particularmente é a minha preferida e que o público adorou vir com sua Bachata envolvente.
Atendendo ao pedido dos fãs que estavam lá, para terminar a noite “Bagunça Minha Vida”cantada novamente e mais uma vez todos foram ao delírio. E ela foi contada com um coro ainda mais forte por todos.
Após a coletiva e antes do pocket show, aconteceu um churrasco para imprensa, fãs e amigos. Foi muito bacana esse momento de confraternização entre todos que estavam lá.
Sempre vemos a dupla fazendo churrascos em casa, pelas redes sociais. Tem coisa mais bacana do que os fãs poderem fazer isso junto deles? Esse momento foi realmente especial.
George Henrique e Rodrigo, além de muito talentosos e afinados, sabem como ninguém tratar o público e a imprensa. Além disso é muito bonito ver o amor que eles têm pela música, através do brilho nos olhos de cada um ao cantar e ao falar de seu trabalho.
Fotos da coletiva e do pocket de André Rossanez

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