João Suplicy e Big Band Na Gaveta No SESC Pompéia

O Portal Me Gusta teve o privilégio e a honra de conferir de perto o show de João Suplicy junto à Big Band Na Gaveta em São Paulo no SESC Pompéia nesta sexta, dia 15.

A bela noite começou com os doze músicos da Big Band Na Gaveta tocando uma música instrumental que levantou todo o público, desde os primeiros segundos.

Fotos: André Rossanez

Em seguida eles chamaram ao palco João, que veio do fundo da plateia pelo corredor central até o palco, todo estiloso de camisa colete com seu violão.

Uma parte muito especial do show, foi uma, diria eu, saga de amor e desamor composta por quatro músicas incríveis que me envolveram muito com suas letras e arranjos de primeira.

A primeira “Magia e Sedução” fala daquele momento em que a paixão vem junto ao encantamento. Depois aquela parte gostosa do flerte, de conhecer a pessoa melhor e então se envolver, represetado por “Deixa O Tempo Trabalhar (Mágica)”.

Fotos: André Rossanez

A terceira parte, é quando se arrisca no, como o nome da faixa diz, “Tudo Ou Nada” e se joga na relação de cabeça. Aí a parte do desamor, que vem quando a relação acaba e o cara se torna um “Solteiro e Vagabundo” que vai durar até achar um novo alguém.

Destaque também para ótimas releituras de grandes sucessos, que ganharam novos tons sem perder a identidade e com o estilo do cantor e da banda. O belo clássico de Roberto Carlos “Quando” seguido por “Love Me Tender” de Elvis Presley levantou e muito o público que se identificou. Dois reis muito bem representados por Suplicy através de músicas que fizeram parte da história de muita gente.

Fotos: André Rossanez

“Corsário” de João Bosco foi cantada com muita emoção, assim como o clássico “Eu Sei Que Vou Te Amar” de Vinícius de Morais que deixou o amor no ar com muita poesia.

Um ponto alto da noite foi a canção “Dedo Na Ferida”. João através de sua interpretação visceral mostrou todo seu potencial vocal e sua grandeza como cantor, em uma música cheia de nuances que foi cantada com o coração e maestria.

Fotos: André Rossanez

Outro ponto alto foi quando João Suplicy nos surpreendeu em “Um Abraço e Um Olhar”. Ao decorrer da música, o artista desceu do palco e “se jogou” pelo corredor no meio da plateia, levando todos ao delírio ao cantar bem de pertinho, com olho no olho e interagindo com todo seu carisma e talento. Foi mágico.

O artista depois se despediu. O show não parou. No palco, a sensacional Big Bang Na Gaveta relembrou que no começo da carreira apenas apresentavam músicas instrumentais e só depois começaram a cantar também. Relembraram o projeto “Big Band Blues” apresentando o grande hit de B. B. King, “Caldonia”. Foi de arrepiar todo o corpo, do dedinho ao fio de cabelo.

Fotos: André Rossanez

E quem achou que acabou, se enganou. João voltou ao palco com seus amigos e mais uma vez relembrou Elvis Prealey com a animada ” Sudpicious Minds”. Por fim, encerrando a apresentação, se jogou no forró com uma das maiores músicas brasileiras, “Coroné Antônio Bento”, já gravada por Cássia Eller.

Fotos: André Rossanez

João Suplicy é sem dúvida, um dos maiores, melhores e mais completos cantores do Brasil. Um dos melhores que já ouvi até hoje. Mega talentoso é um grande músico com excelente repertório, cheio de canções muito bem construídas em letras e arranjos. Além de ótimo cantor, um ótimo compositor.

A banda Big Band Na Gaveta é simplesmente sensacional. Além de tocarem muito e dos doze se completarem, eles são extremamente carismáticos e sabem como ninguém levantar a plateia.

Foto: André Rossanez

Foi muito bacana ver a interação e a química entre a Big Band Na Gaveta e João Suplicy. Eles se entendem e se completam no palco e transmitem muita emoção e animação ao público.

Foto: Vitor Domiani

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